A realidade expandida está a entrar numa fase em que as marcas podem construir interações significativas, mensuráveis e adaptadas ao contexto. Em 2026, a realidade mista e a realidade virtual deixarão de ser áreas experimentais e passarão a funcionar como ambientes estruturados onde as empresas desenvolvem campanhas baseadas em dados comportamentais e estratégias de envolvimento a longo prazo.
O avanço das tecnologias espaciais nos últimos anos criou condições para que as marcas comuniquem com o público através de camadas digitais altamente adaptáveis. Estes ambientes permitem que as empresas ajustem mensagens ao comportamento, ao espaço físico e ao contexto emocional do utilizador. Assim, prevê-se que o XR se torne uma parte essencial do ecossistema de comunicação das marcas em 2026.
As empresas estão a recorrer cada vez mais a experiências de realidade mista que combinam elementos físicos com sobreposições digitais. Esta abordagem ajuda a apresentar informação de forma mais útil e alinhada com as necessidades imediatas do utilizador. Em vez de campanhas genéricas, as marcas podem agora construir narrativas contextuais que respondem aos movimentos e ações do público.
A crescente disponibilidade de dispositivos XR leves significa que os utilizadores irão interagir com conteúdos de marca de forma mais frequente e natural. Este comportamento incentivará as equipas de marketing a desenvolver campanhas com sessões mais longas e análises de audiência mais detalhadas. O objetivo é criar interações baseadas em utilidade, entregando orientação, informação ou valor adicional.
A computação espacial em XR permite que os profissionais de marketing ultrapassem os formatos tradicionais e introduzam ações integradas no movimento diário. As pessoas deixam de apenas observar o conteúdo: passam a interagir com ele ao deslocar-se, manipular objetos ou seguir elementos digitais. Esta interação aprofundada permite recolher dados comportamentais mais precisos e ajustar mensagens em tempo real.
Em 2026, as marcas irão utilizar cada vez mais conteúdos ancorados ao local. Elementos digitais surgem exatamente onde são mais úteis: junto a um produto numa loja, numa zona de evento ou dentro de ambientes educativos. Estas ativações ajudam as marcas a oferecer apoio prático, ao mesmo tempo que reforçam reconhecimento e confiança.
Outro comportamento emergente é a participação multiutilizador. Equipas, amigos ou comunidades podem partilhar a mesma cena aumentada e interagir coletivamente com elementos de marca. Estas experiências ajudam na tomada de decisões, na exploração colaborativa de produtos e no envolvimento social, reforçando a presença da marca através da interação entre pares.
Em 2026, as tecnologias XR permitirão às marcas medir atenção, padrões de movimento, intensidade de interação e duração do envolvimento com maior precisão do que as análises digitais convencionais. Estes dados ajudam a ajustar mensagens, melhorar o posicionamento de elementos e tornar o conteúdo mais útil.
A personalização dentro do XR deverá evoluir significativamente. Em vez de depender de suposições demográficas, os profissionais de marketing utilizarão comportamentos em tempo real para adaptar experiências. Por exemplo, se um utilizador observar um objeto digital a partir de vários ângulos, o sistema poderá apresentar automaticamente especificações adicionais ou comparações relevantes.
As empresas também irão integrar análises XR nos seus sistemas de dados. Isto permite avaliar se as interações XR influenciam conversões, métricas de fidelização ou comportamento offline. Uma medição mais precisa ajuda a compreender de forma clara o papel do XR dentro da estratégia de comunicação global.
Com o aumento dos dados comportamentais, as marcas precisam de adotar métodos transparentes. Em 2026, as empresas líderes explicam claramente que tipos de dados são recolhidos em ambientes XR, como são armazenados e como os utilizadores podem controlá-los. Este nível de clareza fortalece a confiança do público.
As práticas éticas exigem que registos de interação, mapas espaciais e sinais gestuais sejam tratados com proteção rigorosa. As equipas de marketing devem garantir que estes dados sejam anonimizados e usados apenas para melhorar a experiência, em vez de criar perfis excessivos ou influenciar comportamentos de forma inadequada.
A confiança torna-se uma vantagem competitiva. Marcas que apresentam práticas transparentes e responsáveis terão maior probabilidade de manter a participação do público. Os utilizadores envolvem-se mais facilmente com XR quando se sentem seguros em relação ao tratamento dos seus dados.

A construção de narrativas em XR exige uma mudança dos formatos lineares para estruturas espaciais que evoluem à medida que o utilizador se desloca e interage. Este método encoraja as marcas a criar experiências que apresentem benefícios ou valores de forma prática, baseada em ações, em vez de explicações estáticas.
Muitas empresas estão a investir em conteúdos volumétricos, objetos 3D realistas e elementos interativos que se integram visualmente no ambiente. Esta precisão ajuda os utilizadores a compreender processos, produtos ou funções de forma mais clara. Também melhora cenários educativos ou de formação onde a exatidão é essencial.
As ativações XR baseadas em eventos serão uma tendência importante em 2026. As marcas podem organizar encontros híbridos em que os participantes estão presentes fisicamente enquanto interagem com elementos digitais no espaço. Este formato aumenta a acessibilidade, torna as experiências mais inclusivas e fornece dados detalhados sobre o envolvimento.
O sucesso do marketing XR em 2026 depende de um design de interação bem pensado. Os elementos devem surgir em posições confortáveis, apresentar ações úteis e evitar sobrecarregar o campo de visão. Guias visuais claros e conteúdo estruturado melhoram a compreensão do utilizador.
O som espacial também desempenha um papel relevante. Ele orienta o utilizador para elementos interativos, oferece instruções e reforça a identidade da marca sem desviar a atenção. Um design sonoro equilibrado contribui para uma experiência mais intuitiva.
A acessibilidade deve ser central: tamanhos de texto ajustáveis, caminhos simplificados, métodos alternativos de interação e instruções claras ajudam as marcas a alcançar um público mais amplo. Empresas que valorizam a acessibilidade demonstram responsabilidade e fortalecem a relação com os utilizadores.